Parou de Ventar? Comece a remar. O nome disso é Garra.

Publicado: 07/03/2019

Outro dia recebi de uma amiga especial uma Mandala do “Plano de Trabalho para a Vida” que trazia dez rumos pra esse plano. Um deles, o de nº 4 dizia: “Parou de Ventar? Comece a remar. O nome disso é Garra.” Me tocou profundamente e me fez inflar, me apropriando dessa minha grande qualidade.


Me chamo Juliana, tenho 36 anos e desde os 17 anos escolhi seguir em frente e jamais desistir. Nessa época, começaram os primeiros sintomas da Esclerose Múltipla, doença dita “incapacitante”, que à primeira vista seria o fim da realização de todo meu planejamento de vida. Viver passou a ser um dia de cada vez, preocupada em ter condições de apenas existir. Muitas apreensões, medos, angústias. Não se sabia se quando amanhecesse eu estaria mais debilitada e se teria condições de cumprir minha rotina diária.

Nessa fase, tive que me afastar da dança que era minha grande paixão. Uma parte da minha identidade ficou pra trás. Mas o que fiz foi focar na minha preparação para o vestibular. E consegui passar para uma Universidade Federal. Conquistei uma das últimas vagas da reclassificação do 2º semestre, mas era a minha vaga.

Ao longo da faculdade, conforme o tempo passava, meu quadro foi se agravando. A manifestação da esclerose múltipla, a princípio, era de surto e remissão parcial, com isso, mesmo depois de medicada eu sempre permanecia com alguma sequela (perda de movimento, equilíbrio, sensibilidade). Cada vez mais perdia a capacidade de andar e de permanecer em pé. Minha apreensão, além de conseguir assistir às aulas era se conseguiria estagiar e me incluir no mercado de trabalho. Venci. Passei num concurso para Estágio no Ministério Público Estadual e fui estagiária até me formar.

Com a ajuda de amigos e minha família, que me auxiliavam no ir e vir, me formei. Nessa época, eu já havia iniciado um novo tratamento com altas doses de vitamina D fazia um pouco mais de 1 ano, que interrompeu meus “surtos” (agravamento da doença), estabilizando a doença e me devolvendo energia e vitalidade (a fadiga ficou mais branda e consegui reabilitar alguns dos meus movimentos e força). Decidi estudar para concurso público e 1 ano depois de formada fui empossada. Mais uma vitória.

 

Ao longo dos anos, passei e passo por muitos altos e baixos, apesar da doença estar inativa, convivo com suas sequelas. Mas a vida me deu uma chance de me (re)encontrar, dessa vez, com a natação no mar.

Desde final de 2014 que convivo e me engajo nesse esporte. As distâncias percorridas pelo mar e as conquistas nas competições em travessias me devolveram o prazer pela vida.

E continuo na busca de encontrar um equilíbrio e dar sentido a tudo que se passou e passa na minha trajetória. Descobri a Yoga/Meditação e o quanto podem me ajudar a encontrar plenitude e abundância para seguir em frente.

Vou encerrar com a frase da casa nº 10 da Mandala que mencionei lá no início: “Para todo “game over”, existe um “play again”. O nome disso é Vida.”

Obrigada!!

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