Corrida na gravidez! Vamos falar sobre isso?

Publicado: 17/01/2020

O mais importante é a atenção plena ao nosso corpo, a tudo o que estamos sentindo na gravidez, diante das inúmeras transformações que estamos vivenciando, tanto física quanto emocionalmente. E deve ser o nosso sentir o balizador para tudo que podemos ou não fazer <3

Se tem alguma coisa que já aprendi sobre a gravidez por aqui é que não existe regra. Quando alguém disser algo de forma generalizada sobre a gravidez ou o pós parto desconfie ;)

O que não podemos abrir mão (eu diria que nunca, mas em especial nesta fase da nossas vidas) é da atenção plena ao nosso corpo, a tudo o que estamos sentindo diante das inúmeras transformações que estamos vivenciando, tanto física quanto emocionalmente. E deve ser o nosso sentir o balizador para tudo que podemos ou não fazer <3

Tecnicamente, em gestações não patológicas, nas quais não hajam contra-indicações para a continuidade da prática dos exercícios, a gestante pode manter a corrida, segundo os especialistas, em um ritmo mais leve. Assim, a grávida corredora deve informar seu obstetra sobre o ritmo de sua atividade física antes da gestação, para que juntos possam programar o melhor ritmo a ser mantido.

Durante a gravidez, também segundo os médicos, deve-se evitar o esforço excessivo, o que não é tão fácil uma vez que muitas vezes ele só é percebido após a instalação da fadiga. Portanto, um bom conselho seria sempre ficar na casa de no máximo 75 a 80% do esforço percebido.

Deve-se ressaltar a gravidez é uma fase em que nosso organismo já está fazendo uma super coisa que é criar um novo ser. Assim, nosso corpo está concentrando suas energias para o desenvolvimento e crescimento do feto, o que, sem dúvida, levará a uma diminuição da performance da corredora nas corridas. Portanto, se a participação em provas for muito importante para a atleta, o foco no resultado não deverá ser. E tudo bem! ;)

Por aqui, desde o início da gestação, resolvi priorizar a natação e a musculação, mantendo os treinos de corrida somente uma vez na semana e na areia, pois o histórico de quedas no asfalto me assustou :/ Mesmo assim, entrando no sexto mês o desconforto começou a ser maior que o prazer e estou pouco a pouco substituindo meu dia de corrida por caminhada ou transport. Não é fácil ficar sem correr mas, por ora, tem sido, na balança, a melhor decisão.

Para quem consegue se manter correndo durante toda a gravidez, um bom conselho é a utilização de tops com sustentação extra, já que os seios além de terem seu volume aumentado, tornam-se mais doloridos durante a gestação.

Outra dica importante é que o treino seja em lugares nos quais haja um banheiro acessível, pois a freqüência urinária aumenta significativamente durante esse período.

Lembre sempre que dar uma parada na corrida não causará nenhum dano permanente para a carreira da corredora. Portanto, sempre se deve estar atenta aos sinais do corpo, mantendo o ritmo se tudo estiver indo bem e diminuindo se sentir que essa é a necessidade. Moderação é a palavra-chave. 

Vários são os sinais de alerta, indicando PARE: sangramento, perda de líquido, aumento da pressão arterial, ganho de peso excessivo ou muito abaixo do esperado, reteção de líquidos (edema). O obstetra será o melhor juiz das contra-indicações, e deve ser consultado freqüentemente.

É fundamental prevenir-se do superaquecimento ingerindo bastante líquidos, evitando correr em dias com temperaturas muito elevadas e não se exercitando muito vigorosamente. Esse é o momento de correr “light”, de relaxar, uma vez que o relaxamento é uma preparação importante para o parto.

Preparar-se para o parto é muito parecido com o preparo para uma maratona, ou prova importante. Deve-se canalizar o lado emocional de forma construtiva. Calma e concentração são palavras fundamentais. O trabalho de parto não é mais fácil para a mulher corredora do que para a que não corre, porém, a atleta saberá utilizar de sua força física quando necessária, saberá a hora de perseverar!
Oremos! kkkk

Após o período de recuperação, certamente voltarei ao meu esporte mais amado já temendo as dificuldades do retorno, que nunca é fácil. Mas com calma, tenho certeza que estarei ainda mais preparada para novos desafios!

Outra certeza: o hábito de correr pode se tornar ainda mais importante na vida da mulher após a maternidade. Inevitavelmente há alguma perda de sua liberdade/individualidade com as novas responsabilidades e a corrida permitirá que ela continue dedicando um tempo especial do seu dia a si mesma, o que acredito que mantém a auto-estima em dia, além da saúde física, mental, do casal, enfim, da família que acaba de nascer.

Por Roberta Perlingeiro


Fontes:
FetalMed
WebRun

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